Soneto de Despedida
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Eu sigo os entre laço te marcando
Vem de longe
Olhar o teu sorriso que desmacha
Ao horizonte

Perdendo o sobre passo, um passo a menos
Sobre ao maaaaar.

Eu vejo entre linhas vem marcando
O seu rosto
De longe ou de perto tudo torna mas gostoso
O mode que eu tenho em sabe como lidaaar.

Tudo parecia eficas na quela dança
Avia harmonia e uma certa esperança
Em tempo contra a tempo que no qual
Não queria perdeee

Mas o acaso é sensato e nos torna
Mas preciso
Te vendo ali longe o receio faz sentido
E mente a nos mente e a nos
Poderia dizer...

Em passo a sobre passo
Perceguia aquela dança
Perdia a harmonia e tambem a esperança
O tempo contra tempo entre nos
Já chegava ao fim...

Sumia a suas linhas que marcavam
O seus rosto
De longe eu percebia como era ter o gosto
Em mente a nos mente entre nos ja nao
Era assim...

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain Com certeza é um filme extremamente diferente daquilo que você já viu. O filme se baseia na história de Amélie e logo no início do filme conta sobre a sua infância que vivia com seus pais. Sendo que seu pai era médico e sua mãe professora, em um certo exame que Amélia fez com seu pai ele pode constar que Amélia tinha um problema de coração, mas ao longo do filme percebemos que isso não era verdade. Sua mãe que dava aula para ela, assim tendo uma infância um tanto sozinho mas contribuindo para a imaginação de Amélia. Temos que ressaltar que no início da introdução do filme a cena que mostre Amélia brincando como por exemplo: Pondo cola na mão ou montando dominó isso da um ponto nostálgico na mente de quem está vendo.

Como já dito o filme é totalmente fora do contexto daquilo que estamos acostumando de assistir. Mesmo sendo diferente o filme acaba sendo algo totalmente fácil de compreensão pois em certo ponto a narrativa no filme acaba sendo algo semelhante a de um livro. A questão x do filme começa quando Amélia está vendo uma reportagem na tv e um objeto cai da mão dele e bate no rodapé da parede, assim achando uma caixa com vários objetos de um antigo morador.

Amélia faz de tudo para poder devolver o objeto para esse antigo morador. Assim ela começa a dar importância para as coisas pequenas da vida, e começa querer ajudar às pessoas se preocupar menos com si mesma. Até que ela acha um livro de fotografias com fotos de pessoas alternativas, como dito ela acaba descobrindo o dono e devolve o álbum para ele.

Assim o filme continua no contexto de Amélie querer ajudar às pessoas mas outras coisas acontece mas eu não posso falar pois seria spoiler. Em fim pra você que procura um filme fora daquilo que está acostumando algo bem alternativo com belas paisagens de Paris, músicas típicas totalmente maravilhoso recomendo para você.
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Para Julie Strauss-Gabel;
sem ela nada disto teria se tornado realidade

E depois, quando
saímos para ver sua lanterna já pronta
da rua, eu disse que gostava do jeito como a luz
brilhava no rosto que bruxuleava na escuridão.
— “Jack O’Lantern”, Katrina Vanderberg, em Atlas
As pessoas dizem que amigos não destroem uns aos outros
O que elas sabem sobre amigos?
— “Game Shows Touch our Lives”, The Mountain Goats

PRÓLOGO
Na minha opinião, todo mundo recebe uma dádiva. Por exemplo, muito
provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio, nem ganhar um Prêmio
Nobel, nem virar ditador de uma pequena ilha do Pacífico, nem ter um câncer
terminal de ouvido, nem sofrer combustão espontânea. Mas, se você levar em
conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá
acontecer a cada um de nós. Eu poderia ter presenciado uma chuva de sapos.
Poderia ter pisado em Marte. Poderia ter sido engolido por uma baleia. Poderia ter
me casado com a rainha da Inglaterra ou sobrevivido meses à deriva no mar.
Mas minha dádiva foi diferente. Minha dádiva foi a seguinte: de todas as casas
em todos os condados em toda a Flórida, eu era vizinho de Margo Roth
Spiegelman.
* * *
O bairro planejado onde morávamos, Jefferson Park, havia sido uma base da
Marinha. Mas aí a Marinha já não precisava mais dela e devolveu o terreno para
os cidadãos de Orlando, na Flórida, que decidiram construir um bairro gigante,
porque é isso que se faz com os terrenos na Flórida. Meus pais e os de Margo
acabaram se mudando para casas vizinhas assim que as primeiras foram
construídas. Margo e eu tínhamos dois anos.
Antes de virar uma Pleasantville e antes mesmo de ser uma base da
Marinha, Jefferson Park pertencia, de fato, a um sujeito de nome Jefferson, um
tal de Dr. Jefferson Jefferson. Há uma escola batizada em homenagem a
Jefferson Jefferson em Orlando, além de uma grande instituição de caridade, mas
o detalhe fascinante e inacreditável, porém verdadeiro, a respeito do Dr. Jefferson
Jefferson é que ele não era médico coisa nenhuma. Era apenas um vendedor de
suco de laranja chamado Jefferson Jefferson. Quando ficou rico e poderoso,
entrou com uma ação judicial, fez de “Jefferson” seu sobrenome e então mudou
o nome para “Dr.”. D maiúsculo, r minúsculo e ponto final.
* * *

E então Margo e eu tínhamos nove anos. Nossos pais eram amigos, por isso
brincávamos juntos de vez em quando, de bicicleta, pelas ruas sem saída a
caminho do Jefferson Park propriamente dito, no coração do bairro.
Quando descobria que Margo estava prestes a chegar eu sempre ficava
muito nervoso, pois ela era a criatura mais fantasticamente linda que Deus já
havia criado. Na manhã em questão, ela estava de short branco e camiseta corde-rosa
com a estampa de um dragão verde soprando um fogo de glitter
alaranjado. É difícil explicar que na época achei aquela camiseta incrível.
Margo, como sempre, pedalava em pé, os braços rígidos enquanto se
inclinava sobre o guidom, os tênis roxos formando um círculo borrado. Era um
dia quente e úmido de março. O céu estava claro, mas havia uma acidez no ar,
como se um temporal fosse iminente.
Naquela época eu gostava de imaginar que era inventor, e depois de
prendermos nossas bicicletas e iniciarmos uma curta caminhada até o
parquinho, contei a Margo minha ideia para uma invenção chamada Fazedor de
Anéis. O Fazedor de Anéis era um canhão gigante que atiraria pedras enormes e
coloridas até uma órbita baixa, conferindo à Terra anéis como os de Saturno.
(Ainda acho a ideia ótima, porém construir canhões capazes de atirar
pedregulhos em uma órbita baixa é um tanto complicado.)
Eu já fora ao parque tantas vezes que tinha um mapa dele no cérebro,
então mal havíamos entrado e comecei a sentir que o mundo estava fora de
ordem, embora não soubesse de imediato o que estava diferente.
— Quentin — chamou Margo baixinho, devagar.
Ela apontava. Foi então que percebi o que havia de diferente.
A poucos metros de nós havia um carvalho. Grosso, retorcido e com jeito de
muito antigo. Aquilo não era novidade. O parquinho à nossa direita. Também
não era novidade. Já o cara de terno cinza largado junto ao tronco do carvalho,
imóvel… aquilo era novidade. Estava rodeado de sangue; uma cascata
sanguinolenta meio seca saía da boca. Que, por sua vez, estava aberta de um
modo que bocas normalmente não deveriam ficar. Moscas pousavam na testa
pálida.
— Ele está morto — disse Margo, como se eu não tivesse reparado.
Dei dois passinhos para trás. E me lembro de ter pensado que, se fizesse
qualquer movimento súbito, ele poderia despertar e me atacar. Talvez fosse um
zumbi. Eu sabia que zumbis não existiam, mas ele parecia um zumbi em
potencial.
Quando dei os dois passos, Margo também deu, igualmente curtos e

silenciosos, porém para a frente.
— Os olhos dele estão abertos — disse ela.
— Agentetemqueirpracasa — falei.
— Eu achava que a gente fechava os olhos quando morria.
— Margoagentetemqueirpracasaecontarpralguém.
Ela deu outro passo. Estava perto o suficiente para tocar o pé do sujeito caso
esticasse o braço.
— O que você acha que aconteceu com ele? — perguntou. — Talvez tenha
sido por causa de drogas ou coisa assim.
Eu não queria deixar Margo sozinha com o cara morto que podia ser um
zumbi assassino, mas também não estava a fim de ficar ali conversando sobre o
motivo da morte dele. Tomei coragem e dei um passo à frente para pegar a mão
dela.
— Margoagentetemqueiragora!
— Ok, tudo bem — disse ela.
Corremos até nossas bicicletas, e eu sentia um frio na barriga exatamente
como o de empolgação, mas não era. Montamos nas bicicletas, e deixei Margo ir
na frente porque eu estava chorando e não queria que ela visse. Tinha sangue na
sola dos tênis roxos dela. O sangue dele. O sangue do cara morto.
E então chegamos às nossas respectivas casas. Meus pais telefonaram para o
serviço de emergência, e eu ouvi as sirenes a distância e pedi para ver o carro dos
bombeiros, mas minha mãe não deixou. Então tirei um cochilo.
Meus pais são psicólogos, o que significa que sou centrado para cacete.
Então, quando acordei, tive uma longa conversa com minha mãe sobre o ciclo da
vida, e sobre a morte ser parte da vida, mas não uma parte da vida com a qual eu
precisasse me preocupar muito aos nove anos, e aquilo fez com que eu me
sentisse melhor. Para falar a verdade, nunca me preocupei muito com essa
questão. O que é um feito e tanto, porque eu sou um bocado preocupado.
O lance é o seguinte: eu encontrei um cara morto. Eu, o pequeno e adorável
menino de nove anos, e minha ainda menor e mais adorável companheira de
brincadeiras encontramos um cara com sangue escorrendo da boca, e aquele
sangue estava nos pequenos e adoráveis tênis dela quando voltamos de bicicleta
para casa. É tudo muito dramático e coisa e tal, mas e daí? Eu não conhecia o
cara. Gente que eu não conheço morre o tempo todo. Se eu surtasse toda vez que
uma coisa ruim acontecesse no mundo, ia acabar completamente pirado.
Naquela noite, fui para o quarto às nove, porque nove era minha hora de
dormir. Minha mãe me colocou na cama, disse que me amava, eu falei “Até
amanhã”, ela respondeu “Até amanhã” e então apagou a luz e deixou a porta
entreaberta.
Quando me virei de lado, vi Margo Roth Spiegelman parada do lado de fora
da janela, o rosto quase colado na tela. Eu me levantei e abri a janela, mas a tela
continuou entre nós, deixando Margo toda quadriculada.
— Fiz uma investigação — declarou ela muito seriamente.
Mesmo de perto, a tela dividia seu rosto, mas dava para ver que trazia nas
mãos um caderninho e um lápis com marcas de dente na borracha. Ela baixou
os olhos para as anotações.
— A Sra. Feldman, lá de Jefferson Court, disse que o nome dele era Robert
Joyner. Ela me contou que ele morava na Jefferson Road, em um daqueles
apartamentos em cima do mercadinho, então fui até lá e tinha um monte de
policiais, e um deles me perguntou se eu trabalhava no jornal da escola, e eu
respondi que nosso colégio não tinha jornal, então ele disse que, como eu não era
jornalista, ele ia responder às minhas perguntas. Ele me contou que Robert
Joyner tinha trinta e seis anos. Advogado. Não me deixaram entrar no
apartamento, mas ele era vizinho de porta de uma moça chamada Juanita
Alvarez, e eu pedi uma xícara de açúcar emprestada para entrar no apartamento
dela, então ela me contou que Robert Joyner tinha se matado com um tiro. Aí eu
perguntei o motivo, e ela me disse que ele estava se divorciando e que estava triste
por causa disso.
Depois Margo parou, e eu simplesmente fiquei olhando para ela, o rosto
cinzento iluminado pelo luar e dividido em mil pedaços pela trama da tela. Seus
olhos redondos e arregalados ficaram se revezando entre mim e o caderno.
— Um monte de gente se divorcia e não se mata por causa disso — falei.
— Eu sei — disse ela, a voz fervilhando de empolgação. — Foi isso que eu disse
a Juanita Alvarez. E então ela falou… — Margo virou as páginas do caderninho.
— Ela falou que o Sr. Joyner era problemático. E aí eu perguntei o que isso
significava, e ela me disse que nós apenas deveríamos rezar por ele e que eu
precisava levar o açúcar para minha mãe, e eu falei para deixar o açúcar para lá e
fui embora.
Fiquei em silêncio outra vez. Só queria que ela continuasse falando —
aquela vozinha carregada de animação de quase saber das coisas, fazendo com
que eu sentisse como se algo importante estivesse acontecendo comigo.
— Acho que sei o motivo — disse ela afinal.
— E qual é?
— Talvez todos os fios dentro dele tenham se arrebentado — respondeu ela.
Enquanto tentava pensar no que dizer, eu me aproximei e abri o trinco da
tela que nos separava, soltando-a da janela. Coloquei a tela no chão, mas Margo
não me deu oportunidade de falar. Antes que eu pudesse me sentar de novo, ela
aproximou o rosto do meu e sussurrou:
— Feche a janela.
Então fechei. Pensei que ela fosse embora, mas simplesmente ficou ali me
observando. Acenei e sorri para ela, mas seus olhos pareciam fixos em algo atrás
de mim, algo monstruoso que a deixara pálida, e eu fiquei com medo demais para
me virar e ver o que era. Só que não tinha nada atrás de mim, é claro — exceto,
quem sabe, o cara morto.
Parei de acenar. Minha cabeça estava na mesma altura que a dela enquanto
nos encarávamos através do vidro. Não lembro como aquilo terminou — se eu
fui dormir primeiro ou se ela foi. Na minha lembrança, esse momento não
termina. Só ficamos ali, fitando um ao outro, eternamente.
* * *
Margo sempre adorou um mistério. E, com tudo o que aconteceu depois, nunca
consegui deixar de pensar que ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou
por se tornar um.